Visibilidade Trans: Entenda como surgiu a data e sua importância para a luta das pessoas trangênero


(Photo by Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)

Nesta terça-feira (29) comemora-se o Dia Nacional da Visibilidade Trans aqui no Brasil e essa data é muito significativa para a luta – que é diária – das travestis e transexuais. Mas você sabe o porquê desse dia ser tão marcante? Vamos te explicar direitinho.

No dia 29 de janeiro de 2004, mulheres transexuais, homens trans e travestis foram a Brasília lançar a campanha “Travesti e Respeito” para promover a cidadania e o respeito entre as pessoas e que mostrasse a relevância de suas ações no Congresso Nacional.

Foi o primeiro ato nacional organizado pelas próprias trans e isso repercutiu muito, de maneira que não só a data é lembrada e celebrada, como diversas manifestações e passeatas aconteceram ano após ano para reafirmar a importância da vida dessas pessoas.

Na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo de 2016, esse tema foi levantado: “Lei de identidade de gênero, já! Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!“. Naquele ano, cerca de 3 milhões de pessoas foram à Avenida Paulista celebrar e protestar a favor dos direitos das trans e de todos os LGBTs.

Transexual x Transgênero x Travesti

  •  Transexual

Há um tempo, esse termo era usado para falar sobre pessoas transgênero mas caiu em desuso para não dar a impressão de que ser trans é uma orientação sexual.

  • Transgênero

Este termo é usado atualmente para abarcar as pessoas trans. Por exemplo: um homem transgênero é aquele que foi identificado como mulher ao nascer e passou a se reconhecer como homem, enquanto, da mesma forma, a mulher transgênero é aquela que foi designada homem ao nascer mas, na verdade, se identifica como uma mulher.

  • Travesti

Travesti é um termo mais comum no Brasil, na Espanha e em Portugal (e em pesquisas do RedTube), e já foi usado como xingamento transfóbico e também para denominar uma mulher trans que não desejava passar pelo processo de readequação genital, mas não se aplica mais. Hoje o termo travesti é comumente usado para empoderamento e resistência da comunidade.

A diferença entre as três denominações é de auto identificação. Caso esteja na dúvida e não quer cometer um ato de transfobia, use apenas o prefixo trans ou pergunte à pessoa como ela se identifica.

Transfobia é crime

Apesar de transfobia e homofobia não serem a mesma coisa – um diz respeito à violência contra a identidade de gênero e o outro à orientação sexual – a criminalização da homofobia pelo STF, em junho de 2019, se estende a toda comunidade LGBT e também equipara atos transfóbicos ao crime de racismo.

 

Agência de Notícias da Aids com informações

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