ONG e chef de cozinha levam qualificação para mulheres que vivem com HIV


Com objetivo de promover crescimento pessoal e profissional, o Grupo União Pela Vida de Umuarama, que há 18 anos leva apoio psicológico, social e econômico para os umuaramenses vivendo e convivendo com o vírus HIV/aids, junto com o chef de cozinhar Ederson Gimenes estão promovendo qualificação profissional para os frequentadores da casa de apoio.

Como o Grupo União Pela Vida recebe doações de alimentos e entre tais itens está a farinha de trigo, desta forma, a presidente Bruna Marcelly Coutinho em conjunto com o chef Ederson Gimenes ofereceram uma oficina de pães, para as mulheres que participam das atividades da Ong. Além de promover a socialização, o curso também levou conhecimento profissional para as participantes.

Segundo o Ederson Gimenes, no curso foi repassado informações para a produção de um pão com dificuldade baixa, porém saboroso e com apelo comercial. “Me dispus a continuar com a iniciativa trazendo outras receitas. Acho bacana essas ações, pois devolvemos para a sociedade que recebemos com nosso trabalho. Quanto mais gente atuando no setor gastronômico melhor para economia de Umuarama”, disse.

Regina Márcia, de 62 anos, participa das atividades da casa de apoio há 10 anos e foi uma das mulheres que estava na qualificação. “Mesmo fazendo pão há alguns anos eu aprendi outra forma de fazer pão. Agora vou fazer um pão mais caprichado. É muito importante esse conhecimento, é algo que podemos ajudar a família”, ressaltou.

A psicóloga do grupo, Josiane Chiareto, e a assistente social, Karina Fedrigo, explicaram que além da qualificação, esse tipo de ação promove o amor para o grupo. “É o empoderamento das participantes enquanto mulheres. Objetivo a partir da ação é ter ganhos, mesmo que seja simbólico, como também tem a questão do acolhimento de levar amor e respeito”, informou Josiane.

A vida

O Grupo União Pela Vida tem cadastradas 40 famílias, mas hoje 13 famílias participam dos eventos, oficinas e atendimentos. Destas, 80% são de mulheres entre 30 a 60 anos e que descobriram a doença no pré-natal ou quando seus maridos ficaram doentes. “Algumas pessoas que atendemos aqui chegam chorado e falam que nunca conheceram outro homem. Casaram virgem e eram mulheres de um homem só. Elas estavam dentro de casa, lavando e passando, cuidando dos filhos. Como elas vão aceitar a doença? Agora vivem sem o marido e desamparadas, pois muitas vezes a rejeição acontece dentro da família. Como nunca puderam ter profissão, pois o marido não deixava trabalhar, estão perdidas”, ressaltou a presidente Bruna.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

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