“O acesso à informação ainda é muito restrito pra mulher que tá dentro do meio LGBT”, lamenta jovem carioca em entrevista ao Projeto Diversidade


Foto: Jean Pierry Oliveira

Jovem, universitária, periférica e sem rótulos. Assim pode ser resumida a carioca Rayane Lemos, de 20 anos. Moradora do morro do São Carlos, no Estácio – região central da capital – a estudante de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) tem personalidade de sobra para encarar as vicissitudes da juventude. O resumo de sua persona é bem flutuante, uma vez que a jovem prefere não encaixar-se em padrões e dita suas próprias regras, sem se importar com os demais.

Atitude também é uma característica sobressalente em si. Tanto que não titubeou em sair da casa dos pais assim que surgiu a oportunidade, mesmo tão nova. “Eu já tinha em mente, sempre quis morar sozinha e eu já tinha pedido essa casa a minha mãe porque eu cresci lá. Foi a casa em que eu cresci até os oito anos de idade, então tinha muito valor (afetivo) pra mim. Ela alugava e aí decidiu não alugar mais porque estava dando um custo maior do que ela recebia e perguntou se eu queria morar lá e eu aceitei”. Apesar de decidida, hoje em dia ela reconhece que os desafios da independência do dia-a-dia traz consigo muitas responsabilidades e desafios.

“Principalmente a questão de você ter que trabalhar, porque quando eu morava com meus pais eu não tinha essa preocupação de trabalho. Se eu trabalhava era pra fazer coisas que eu gostava como, por exemplo, pra ir num festival de música. E aí eu não era obrigada a trabalhar. E agora eu morando sozinha eu tenho a obrigação de trabalhar e receber dinheiro pra poder manter a casa e comprar alimento. Principalmente a preocupação do que você vai comer no próximo dia, sabe. Porque agora é você ali sozinha e você tem que se virar”, conta. Apesar do apoio dos pais e da sogra o fator financeiro ainda é motivo de preocupação. “Não tenho uma renda fixa. Trabalho dando aulas pra crianças de reforço escolar na comunidade mesmo. De segunda à sexta, uma hora por dia, eu ganho 50 reais por mês. Eu tenho em mente que é bem barato, mas eu não acho justo cobrar mais caro justamente por ser uma comunidade e também por eu não ter um ambiente assim tão confortável para as crianças. Porque minha casinha é uma quitinete: é cozinha, banheiro e o quarto. E aí eu trabalho com quatro crianças e minha renda é de 200 reais. Agora eu passei também pra monitoria de um pré-vestibular e a ajuda de custo é de 90 reais. Então minha renda tá por volta de 290 reais por mês”, revela.

Letras

Bem articulada, amante do Português e com formação em magistério o caminho trilhado até Letras já estava traçado nos planos. Ressaltando a importância da educação, principalmente por já identificar entre seus alunos de reforço escolar “muitas dificuldades na leitura e na interpretação”, Lemos pontua que “eu queria algo que eu pudesse lidar diretamente com adolescentes e jovens. Mas, o fato de eu ter escolhido Letras é mais pela Gramática mesmo e aí a Literatura veio no combo. Desde muito nova eu sempre tive certeza que queria a área de Educação. Eu até passei por um certo processo assim porque quando eu saí do Magistério eu não sabia se queria Pedagogia ou ia pra algo um pouco mais avançado. Aí saí do ensino médio com 15 anos e com 16 anos prestei vestibular, mas não passei. E hoje em dia até sou grata por não ter passado, porque se eu tivesse passado naquela época eu estaria agora fazendo Pedagogia, que é uma área que eu gosto, mas que não é totalmente aquilo que eu quero”.

O único detalhe do tipo persona non grata mesmo disso tudo são os ataques sofrido pelas universidades – federais e por vezes estaduais. A UERJ, por exemplo, já se viu envolvida em propostas legislativas que atentavam contra o sistema de cotas raciais. O que para Rayane Lemos é inadmissível. “Sou totalmente contra o corte das cotas. Porque justamente quando as cotas entraram, quando o negro e o pobre começou a entrar na faculdade, passou a ser alvo como ‘balbúrdia’?”, questiona. E completa: “E é muito importante porque é essa coisa da acessibilidade para todos. Você não pode ter a faculdade só pra quem é da elite. Eu sou muito a favor das cotas pra que justamente todo mundo possa ter as mesmas oportunidades de estar ali. Acho muito errado esse corte de cotas. Sou a primeira (da família com ensino superior) de três gerações – ou até mais pra baixo”, orgulha-se.

Saúde Mental

E ser a primeira traz não somente o sentimento de orgulho, mas também de pressões e cobranças. Diante desse cenário, não foram poucas as vezes em que a carioca se viu fragilizada diante de tanto peso. “A responsabilidade é enorme e a visão que você tem da faculdade antes de estar lá é muito diferente. Então assim, na minha família eles acreditam que eu só estudo. Então tem muita cobrança. Eles falam ‘como assim tá cansada se você só estuda?’. Mas pra um universitário que tá lá dentro a realidade é muito diferente. Essa coisa do ‘só estudar’ já te cansa num nível extremo. E aí toda a outra parte da minha família, tirando meu pai e minha mãe, fica nessa cobrança de que eu tenho que chegar lá, ser bem sucedida. Tem todas essas questões”, explica.

Mas quando se chega no limite algo precisa ser feito para se evitar o esgotamento físico e, principalmente, mental que possa levar a consequências graves. “Recentemente eu tive uma conversa com meus pais e eu disse pra eles, mostrei um pouco pra eles meu universo na faculdade e que não é tão fácil. Não é essa questão só de estudar. A UERJ, principalmente, te passa uma grade com 12 matérias. Então assim, você tem que cumprir aquelas 12 matérias no semestre e aí você tem provas, você tem trabalhos, tem seminários e aí até os meus pais só de ouvirem eles já sentiram um pouco do peso do que é a faculdade.  E também eles souberam dos casos de suicídio na UERJ e meu pai veio falar comigo e eu falei ‘pai isso é muito recorrente, é porque a mídia não mostra muito’. E ele perguntou porquê e eu falei que é por causa desse universo todo, dessa pressão toda que a faculdade te traz. E eu sou muito grata porque hoje em dia eu tenho o apoio dos meus pais. Eles dizem ‘se você não aguentar, achar que tá ruim pra você, não tem problema: você sai e a gente se vira e dá um jeito aqui fora até você trabalhar’. E é muito bom ouvir essas coisas”, conta Lemos.

Sexualidade

Bem, mas se até aqui em todos os momentos a estudante sempre pôde contar com o apoio, carinho e compreensão de seus pais para seus dilemas e escolhas, quando a questão trata-se da sexualidade as coisas alteram-se parcialmente. “A minha mãe na questão da minha sexualidade, sempre me apoiou. Falou que o importante é eu ser feliz, continuar sempre estudando. Mas ela sempre visou muito que eu preciso focar na minha felicidade. O meu pai já foi um caso um pouquinho mais complicado”. Isso porque durante cinco anos, portanto boa parte de sua adolescência, Rayane namorou um rapaz mas sem nunca deixar de se atrair por mulheres. “Eu sempre senti atração por meninas. Sempre. Mas quando eu comecei a entender que o mundo é heteronormativo eu pensei que tinha que me encaixar nisso também. Só que assim, eu não sei muito bem se eu acabei cedendo nessa coisa da pressão do mundo e da sociedade – tanto que hoje em dia eu me vejo muito confusa. Justamente por essa questão: eu não sei se acabei cedendo porque a sociedade diz que você precisa ser hetero ou se eu realmente me encaixaria como bissexual, não sei”, reflete.

O fato é que o preço por viver conforme as expectativas alheias era alto demais. Daí em diante a jovem tomou coragem e de peito aberto resolveu tomar as rédeas de seus quereres afetivos. “E aí quando eu saí desse relacionamento eu decidi ser de fato quem eu era. Só que eu tinha muito medo da questão do meu pai, da minha mãe, dos meus tios. Meu pai e minha mãe até que a gente sempre teve uma relação muito próxima, então eu conseguiria dizer pra minha mãe, que depois iria conversar com meu pai que eu tô namorando uma garota”, disse.

Como dito acima, atualmente, Lemos encontra-se namorando com uma outra garota. Ciente de que haveria embates e percalços não era nenhuma novidade. Ela só não mensurava o tamanho deles. O primeiro: superar a distância da companheira – que mora em São Paulo. “Eu comecei a namorar uma menina em julho do ano passado e aí ela só foi, de fato, conhecer os meus pais em setembro. Ela mora em São Paulo e eu aqui no Rio e a gente se conheceu em 2017 por conta de um grupo muito famoso no Facebook. E a gente foi se gostando esse tempo todo, mas não tinha essa coragem de assumir um relacionamento justamente porque era distante. Quando foi em julho do ano passado a gente já estava muito próxima, eu já tinha viajado pra lá diversas vezes e ela vindo pra cá algumas vezes, meus pais sabiam da relação que a gente tinha, mas como não era até então uma coisa assumida pra eles tudo bem. Pro meu pai, principalmente, tudo bem. E em julho do ano passado a gente decidiu assumir o relacionamento. Resolvemos encarar e passamos por muitas coisas juntas. Muitas dificuldades depois que a gente decidiu assumir, de fato, o relacionamento porque primeiramente a família dela sempre foi crescida na igreja. E a mãe dela nunca ia aceitar esse tipo de coisa”.

E continua: “era muito difícil porque quando ela vinha pro Rio de Janeiro, até então, eu morava com meus pais. Quando ela vinha pro Rio a gente tinha que ficar na casa de amigos porque meu pai não aceitava que eu namorava uma garota e levasse pra casa dele. Quando eu tinha um relacionamento com um menino ele aceitava. Tanto que ele ia lá pra casa, dormia lá em casa e meu pai não ligava”, compara. Foi após uma foto compartilhada nas redes sociais que finalmente a ficha de seu progenitor caiu com relação a sexualidade da filha. “Eu postei uma foto da gente dando um beijinho bem bobo e, nossa, meu pai me ligou na mesma hora mandando eu apagar. Porque assim, ele sempre soube que eu ficava com meninas, mas a preocupação dele era o que os outros iam pensar se também soubessem. Justamente porque a família dele é toda da igreja. o meu pai tinha medo de assumir isso pra família dele, tinha medo que as pessoas soubessem. Tanto que quando ele viu a foto do status a primeira coisa que ele me falou foi assim ‘e a Lourdes, o que vai achar disso?’. Nossa, Lourdes é uma vizinha nossa nada a ver. . (A preocupação) é do que os outros vão pensar. E eu disse ‘pai, isso é o que eu sou. Se você não quer na sua casa, tudo bem, respeito porque a casa é sua. Mas eu não vou terminar o meu relacionamento porque você quer e acha que os outros vão pensar isso e aquilo’.

Só que como prega o bom ditado ‘depois da tempestade sempre vem a bonança’. “Então assim, os primeiros dois meses do nosso relacionamento foram bem conturbados justamente por causa disso. Teve uma vez que a Mel estava vindo pro Rio, só que na mesma madrugada minha amiga me ligou – porque a gente ia ficar na casa dela – e falou que teria que ir pra Jacarepaguá pra ficar com a mãe dela e o motivo eu não lembro qual era. E eu só sei que me vi ferrada naquela situação porque a Mel já estava dentro do ônibus, vindo pro Rio de Janeiro, e a gente já não tinha mais onde ficar. E aí eu falei ‘vou ter que enfrentar o monstro, que é o meu pai’. Nessa época a gente não estava se falando justamente por causa dessa foto e aí ele tinha repetido com todas as palavras: ‘faz o que quiser na rua, dentro de casa eu não quero’. Só que nessa situação eu teria que fazer alguma coisa porque não teria como a gente ficar na rua. Aí, bom, nesse dia eu resolvi enfrentar meu pai e eu o acordei porque ele estava dormindo. Acordei ele e falei ‘pai tá acontecendo isso e isso, você sabe que eu tô namorando faz tantos meses, só que dessa vez a gente não vai ter onde ficar porque minha amiga disse que aconteceu um imprevisto e teve que ir pra casa da mãe dela’. E ele simplesmente falou ‘vê com a tua mãe’. Só que nitidamente bravo mesmo. E minha mãe como sempre me apoiou disse que tudo bem. E quando ela veio meu pai não a tratou mal, mas também eu pude notar que ele não tava totalmente confortável com aquilo”, relata.

E complementa: “(Mas) quando eu me mudei em outubro foi quando eles, de fato, se aproximaram porque tinha algumas coisas pra fazer na casa e aí eu e minha mãe ficava com a faxina e eles dois pregando, colocando estante, prateleira. Aí eles estavam fazendo aquelas coisas numa sintonia que parece que foi aquilo ali que uniu os dois. Hoje em dia eles se dão muito bem, também me dou super bem com minha sogra e as nossas famílias – hoje em dia – conversam entre si”.

Bifobia no meio LGBT e Representatividade

O que não conversa entre si é justamente as intersecções de ser mulher e lésbica dentro da comunidade LGBT. Principalmente quando cada um fica dentro de suas caixinhas. Entretanto, para Lemos, apesar de hoje estar/ser lésbica a invisibilidade – e o estigma e o preconceito – atinge com mais afinco pessoas bissexuais. “Eu acho que o meio LGBTQ+ acaba excluindo muito mais os bissexuais do que as lésbicas, o gay e o trans. Justamente porque dentro do meio LGBT existe também, não sei se seria um certo preconceito, mas eu acredito que sim, um preconceito contra o bi, sabe. Porque se o bi tá se relacionando com o sexo oposto ele não faz parte mais do LGBT. Então assim, eu percebo essa diferença. Existe muita bifobia dentro do meio”, critica.

Já quando questionada sobre a série de artistas e demais personalidades ‘saindo do armário’ e pautando cada vez mais questões de diversidade sexual na mídia, ela mostra-se positivista. “Olha, eu acho que depende muito e vai de caso pra caso (sobre se é positivo ou aproveitador o fato de muitos artistas se assumirem LGBT). Mas eu acho importante até a gente ter isso na mídia. Porque é uma representatividade de certa forma. Porque muita gente ainda vê isso com algo anormal. E você tendo na mídia, essa representação você consegue conscientizar essas pessoas que, cara tá tudo bem”.

Sexo e Prevenção

Seja dentro ou fora do meio LGBT existe um mito de que a relação sexual entre duas mulheres não é vulnerável para infecções por HIV/AIDS ou infecções sexualmente transmissíveis, uma vez que não há penetração. Ledo engano. Não se deixando levar por falsas verdades Rayane Lemos busca cercar-se de todos os cuidados quando o assunto é sexo e prevenção.

“Cara, eu sou bem noiada (sic) com essa questão de que o sexo lésbico não transmite doenças. Tem gente que até me vê como louca por eu fazer um sexo lésbico de camisinha no dedo. Mas eu me sinto mais confortável. Questão da unha, nossa, a minha tá sempre curtinha. E um machucadinho ou outro eu tenho noção de que pode dar um câncer vaginal também”, diz. Mas entre todos os cuidados o que ela mais lamenta é não ter por onde e como se informar corretamente. “É uma questão que a gente não fala atualmente, sabe. Por mais que você tenha falado que esse meio LGBT, no geral, tá ganhando mais visibilidade a gente não tá tendo conscientização dos riscos que a não prevenção pode nos causar. Então assim, o meio LGBT, nessa questão sexual, a gente não tem muitas opções. (É) totalmente (difícil encontrar algo relacionado a saúde ou sexo lésbico). E assim, a gente acaba ficando sozinha. Você tem que procurar na internet o que uma amiga disse, o que outro amigo disse e eu já vi cada bizarrice na internet. Então ao mesmo tempo que a gente tá tornando o LGBT visibilizado e tudo mais, pra ele poder ser de fato quem ele é, por um outro lado a gente não tem um apoio pra ser de fato quem você é tendo informação, tendo recurso”.

“Então é muito difícil. Eu acho até que se as campanhas de camisinhas, por exemplo, investissem de certa forma em acessórios no meio LGBT também, nossa, eles lucrariam muito. É que a sociedade ainda é muito heteronormativa. Mas não existe só heteros no mundo. Se você entra na farmácia você não vai encontrar facilmente uma camisinha feminina (ou) no posto. E até mesmo você não vai saber usar. Você não tem informação sobre aquilo. Então assim, é muito difícil pra mulher ter informação. O acesso à informação ainda é muito restrito, ainda mais nessas questões pra mulher que tá dentro do meio LGBT”, completa ela resignada.

Informação que pra ela também não alcança os demais jovens como deveria e, potencializa, o aumento do número de infecções por HIV/AIDS no Brasil. “Não sei se o acesso à informação tá tão nítido assim, porque até onde eu me informei eu tive acesso à informação sobre a camisinha, a camisinha feminina também, AIDS, HIV, as doenças transmissíveis durante o sexo. Mas hoje em dia eu não tenho tanta certeza se essa informação tá chegando para as novas gerações. E sim, o adolescente ele quer se descobrir, ele quer transar. Então é muito necessário essa questão da conversa, seja na escola ou com profissionais da saúde, seja dentro de casa. Eu acho que o jovem hoje em dia tá muito mais despreocupado com essa questão de se prevenir, sabe. Mas talvez seja justamente por essa questão da informação que ele não tá tendo contato direto dos riscos que ele corre, do que pode acontecer , a maneira como a vida dele vai mudar se ele tiver o vírus (HIV). Então ele tá despreocupado”, acredita.

Por isso instituições como a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) e o Projeto Diversidade Sexual, Saúde e Direitos entre Jovens tornam-se importantes. “A importância do projeto) é justamente levar informação a esse jovem. Reforçar as informações, passar essa realidade pros jovens, mostrar que isso acontece e ninguém tá livre disso. Então o que a gente deve fazer é se prevenir. Então assim, a gente tá muito limitado de como se prevenir. Então esse é de fato a importância: levar informação que hoje em dia tá super escasso”.

Futuro

“Bom, agora eu tô noiva né e aí a gente combinou de terminar a faculdade – porque ela faz Hotelaria – e ainda vai demorar uns dois anos e meio. E aí a gente combinou isso pra fazer um casamento super legal. À princípio tá muito 50% (sobre onde morar quando casar) porque aqui no Rio a gente tem uma casa só nossa e em São Paulo a gente moraria com os pais dela. Mas a gente visa muito São Paulo.

Até porque lá em São Paulo é muito diferente pra LGBTs. Lá em São Paulo é muito mais comum, é uma questão mais evoluída, sabe. Você consegue passear numa avenida tranquilo de mãos dadas com seu parceiro, com sua parceira de forma ok que ninguém vai te julgar. Aqui no Rio não, a gente ainda tá um pouquinho atrás. Ainda tem um pouco de dificuldade? Tem. Mas eles estão mais a frente do que a gente aqui no Rio. Então pra poder ter uma vida estável também (seria) São Paulo”, finaliza.

 

Texto: Jean Pierry Oliveira

 

 

 

 

 

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