Casa Florescer ganha mais uma unidade em São Paulo. Espaço vai receber 30 trans em situação de rua


Com foco na inclusão de gênero, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) de São Paulo, inaugurou nesta segunda-feira (4), o Centro de Acolhida Especial (CAE) Casa Florescer II voltado para mulheres transexuais e travestis, em Tucuruvi, região norte da capital. O espaço, com funcionamento 24 horas, abrigará 30 conviventes em situação de rua a partir de 18 anos.

O CAE Casa Florescer II tem como objetivo atender as demandas da população trans e viabilizar o processo de autonomia assim como a reconstrução de vínculos familiares e comunitários. Além disso, visa também garantir o acesso desta comunidade aos serviços prestados pela rede socioassistencial e demais benefícios e políticas públicas.

O serviço oferecerá alimentação completa em diferentes turnos (café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia), higiene pessoal, acolhimento, atendimento socioeducativo e psicológico, encaminhamentos para rede socioassistencial. As conviventes poderão participar de oficinas, rodas de conversa, palestras internas e externas, festas, assembleias, filmes, passeios, construção e acompanhamento do Planejamento Individual de Atendimento.

“Importante frisar que esses espaços têm caráter temporário porque o nosso objetivo é que o público conquiste sua autonomia, com renda fixa. Fornecemos, por meio de cursos e apoio psicológico e técnico, subsídios que ajudem nessa jornada”, destaca a secretária de Assistência Social, Berenice Giannella.

A estrutura da Casa Florescer II conta com um dormitório coletivo, cozinha com dispensa, almoxarifado, bagageiro, lavanderia, seis banheiros, sendo um com acessibilidade para pessoas com deficiência, sala de convivência, sala para atendimento individual, sala administrativa, refeitório e área externa.

Semanalmente as conviventes participarão de encontros com psicólogos e assistentes sociais, além do apoio diário da equipe técnica. Os orientadores socioeducativos também realizarão atendimentos em grupo nos períodos diurno e noturno.

A Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela Casa Florescer II é a Coordenação Regional das Obras de Promoção Humana (CROPH), que possui convênio com a Smads para quase 30 serviços no município de São Paulo.

Os Centros de Acolhida Especiais (CAE) são modalidades que se destinam a públicos específicos, que necessitam de atendimento diferenciado, como é o caso da Casa Florescer I e II. Os serviços podem ser acessados por meio de encaminhamentos dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especial de Assistência Social (CREAS), Centros POP, outros serviços socioassistenciais, demais políticas públicas e órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. Ao todo na cidade de São Paulo existem 22 CAEs, que atendem demais públicos, como mulheres, idosos e família e dispõem de 1.945 vagas.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

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