Casa da ONU recebe pessoas indígenas, negras e LGBTI+ para debater avanços desde Conferência Internacional


Foto: UNFPA Brasil | Giselle Cintra.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil recebeu no dia 16 de outubro, na Casa da ONU, em Brasília, ativistas da comunidade LGBTQI+ e pessoas indígenas e negras para discutir os avanços em relação à saúde sexual e reprodutiva e aos direitos dessas comunidades desde a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), ocorrida em 1994 no Cairo, capital do Egito.

Na abertura do evento, Júnia Quiroga, representante interina do UNFPA Brasil, fez um breve relato sobre o processo de construção do Plano de Ação da CIPD e destacou a mudança de paradigma ocorrida nas discussões sobre o assunto desde o evento internacional.

“O que ocorreu de mais significativo na Conferência foi uma mudança de perspectiva que colocou as escolhas individuais no centro do debate”, apontou Quiroga.

“Isso fez toda a diferença na forma como pesquisadores, demógrafos, profissionais de saúde e defensores de direitos passaram a atuar no sentido de garantir a disseminação de informação, insumos e, sobretudo, respeitar as escolhas de cada pessoa sobre se, quando, com quem e com que intervalo ter filhos”, concluiu a representante.

Resultados concretos na vida dos mais vulneráveis

Em sua análise sobre os resultados trazidos pela CIPD 94 à vida das populações com maior vulnerabilidade social, a oficial de programa para a equidade de gênero, raça, etnia e comunicação do UNFPA Brasil, Rachel Quintiliano, apontou ainda a existência de obstáculos que impedem à total garantia dos direitos dessas comunidades.

“Os avanços são significativos em vários campos, sobretudo quando o olhar é direcionado para a população brasileira como um todo”, relatou Quintiliano.

Segundo a oficial, porém, quando os dados são analisados levando em consideração grupos específicos ou “quando temos a oportunidade de conversar com essas populações, percebemos que para os grupos historicamente colocados em situação de maior vulnerabilidade social, os obstáculos para a garantia de direitos e ampliação de liberdades ainda persistem”, concluiu.

Avanços e retrocessos desde a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD)

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